Dia Mundial do Câncer

Pacientes encontram barreiras de acesso aos devidos cuidados

Principal desafio está no acesso a informações e aos cuidados fundamentais para o diagnóstico e tratamento da doença

Katia Brito
06/02/2022 às 05:30
Atualizada em 06/02/2022 às 05:30.
Freepik/Banco de Imagens

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A última sexta-feira, dia 4 de fevereiro, foi marcada pelo Dia Mundial do Câncer, uma campanha criada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC). O tema escolhido para o triênio 2022-2024 é "Somos iguais e diferentes", abordando, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), as barreiras que impedem as pessoas de terem acesso aos cuidados fundamentais para o controle do câncer e a importância da equidade.

Para Luciana Holtz de Camargo Barros, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, a pandemia de covid-19 impactou profundamente o mundo do câncer. "Pessoas deixaram de fazer exames e muitos pacientes tiveram tratamentos interrompidos, isso tudo especialmente no primeiro ano. As coisas melhoraram um pouco no segundo ano, mas ainda dentro de um cenário bem desafiador", avalia.

Deixar de fazer um exame, segundo Luciana, "pode significar 'deixar' um câncer crescer e você perder a chance de fazer um diagnóstico precoce". Ela deixa como mensagem para este dia: "Coloque seus exames em dia. Pulou a mamografia e o papanicolau, vá fazer! Tá sentindo algo estranho já há mais de três semanas que não passa, procure um especialista e não descanse até saber que está tudo bem".

A presidente do Instituto Oncoguia orienta também quem aguarda o início do tratamento: "Está esperando pra começar seu tratamento? Saiba que existe a lei dos 60 dias e cobre seus direitos. O câncer não espera. Pode contar com a nossa ajuda, das ouvidorias e do Oncoguia também!".

Acesso é desafio

Os números de casos de câncer vêm aumentando, destaca Luciana. No Brasil, segundo ela, são 626 mil novos casos por ano. "Estamos falando de uma doença que vai se tornar a principal causa de mortes no mundo nos próximos anos", alerta. Os principais tipos são câncer de mama, próstata, pulmão, intestino e pele.

O estigma da doença diminuiu, mas ainda é presente, em especial, entre as pessoas mais velhas e sem acesso à informação de qualidade, avalia Luciana. "O mundo do câncer mudou muito, hoje sabemos mais sobre a doença (que são muitas e não uma só), sabemos causas, conhecemos detalhes necessários para se fazer um diagnóstico precoce e temos muitas opções de tratamentos. Estamos curando doenças avançadas e oferecendo cuidado adequado para que pessoas com câncer metastático vivam por muitos anos, com qualidade".

O grande desafio, de acordo com a presidente do instituto, é o acesso a tudo isso, e infelizmente não são todas as pessoas que têm acesso a estas novidades. "Temos um cenário de muita falta de equidade no cuidado do câncer", lamenta.

Luciana explica que os fatores de risco são sempre os mesmos: fumar, beber, estar obeso, ser sedentário e comer comida "enlatada". Hoje, segundo ela, é fundamental: não fumar, beber moderadamente (atenção a quantidade), usar filtro solar, peso equilibrado, fazer atividade física de forma regular, aprender a controlar o estresse, buscar ter uma boa noite de sono e comer alimentos saudáveis.

Instituto Oncoguia

O Oncoguia é uma associação sem fins lucrativos, que tem como objetivo ajudar o paciente com câncer a viver melhor por meio de projetos e ações de informação de qualidade, educação em saúde, apoio e orientação ao paciente, defesa de direitos e advocacy.

No Oncoguia, eles acreditam que a informação e a orientação personalizada fazem muita diferença na vida de quem está enfrentando uma doença como o câncer. "Um paciente informado está mais preparado, é mais proativo na busca por seus direitos e até mesmo cuida melhor de si", afirma a presidente do instituto.

No portal e nas redes sociais, são oferecidos conteúdos e dicas sobre a doença, direitos e qualidade de vida. Pelo telefone 0800-7731666, pacientes e familiares podem esclarecer dúvidas, ter ajuda na resolução de problemas decorrentes da doença ou do tratamento, e o acolhimento de angústias e preocupações.

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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