Artigo

Pecado ou doença

Mauro Jordão
28/11/2021 às 05:30
Atualizada em 28/11/2021 às 05:30.
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Na liturgia do culto, consagrado a Deus, há um momento para confissão de pecados, porém, mesmo ativando a memória, difícil é lembrar-se de algum a confessar. No tempo atual, há dificuldade para definir o que é pecado, pois na maioria dos púlpitos das igrejas das variadas denominações pouco, ou nada, se ouve sobre a palavra "pecado" no sermão. No Breve Catecismo de Westminster: "Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão desta lei".

A sociedade encoraja o pecado, mas não tolera a culpa que ele produz, pior ainda, não se conforma com o tamanho do castigo dado ao transgressor pela justiça divina, achando sempre que foi excessivo. O homem natural, separado de Deus, acha ter autonomia para assumir como senhor da sua própria vida e como juiz dos seus próprios atos. A teologia natural humanista, criada pelo homem, primeiro busca destruir o "sentimento de culpa" da sua mente, assim, ele se isenta da "culpa", desejando em seus atos não discernir o bem do mal.

Se não há culpa, não existe pecado, e todos estão livres para desfrutar, sem rédeas, dos prazeres da carne. Porém, quem decretou a ausência de "culpa" foi o homem e não Deus, autor da ética e da moral, é Ele quem anula o "decreto" do homem, mantendo a culpa. Sem poder fugir da culpa, o homem humanista pós-moderno, procura transferir a culpa ao se fazer de "vítima". Vítima não é responsável pelos seus atos e sim a sociedade que não lhe deu o apoio necessário e fez dele mais um excluído social.

Outro subterfúgio usado pelo ser humano para se livrar da culpa do ato cometido está na afirmação que agiu mal por estar "doente". O pecado vira "doença" e a sociedade cataloga o transgressor como "vítima" em vez de réu. Se a tolerância sobe e a censura desce, e faz da liberdade uma licenciosidade com tal permissividade de desregramento moral que mesmo um pedófilo, camuflado de "doente", suaviza a culpa do pecado e a gravidade do crime, infelizmente, por ter crédito social de ser "vítima".

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