Unir para fiscalizar

A criação de ações e estratégias por parte dos governos nem sempre se mostra eficaz, principalmente quando não se tem a colaboração da população. Exemplo disso é o Comitê de Blitze, coordenado pelo governo do Estado, com o intuito de inibir festas clandestinas e demais aglomerações. Não só por conta da pandemia da Covid-19 - embora mais amena, ainda presente -, esse tipo de evento ilegal fere a constituição em vários sentidos, dentre eles, a perturbação ao próximo. Na questão da Saúde, mesmo com a vacinação mais avançada no país, muitos brasileiros morrem todos os dias por conta do coronavírus.

As forças policiais devem ser aliadas à Guarda Municipal, Fiscalização de Posturas e Vigilância Sanitária, pois o controle do abuso às regras sanitárias acabam salvando vidas. A ação se faz necessária porque já está provado que parte da população nunca se importou com as extintas fases amarela, laranja, vermelha, emergencial, toque de recolher ou lockdown. Para muitos, os números nunca assustaram e, chegar a quase 3 mil mortes em um dia, como ocorreu mais de uma vez, não abalou o psicológico de muitas pessoas.

Para relembrar, apenas no primeiro dia da Fase Emergencial do Plano São Paulo, em março deste ano, foram registradas 74 notificações e dez autuações a estabelecimentos que descumpriram as regras das novas restrições nas cinco cidades mais populosas do Alto Tietê - Mogi, Suzano Itaquá, Ferraz e Poá. E esses números se multiplicaram nos meses seguintes. Apesar das brandas restrições atuais, ainda há regras sanitárias importantes a serem seguidas.

Durante alguns momentos da pandemia, prefeitos da região e chefes de policiamento do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 7 (CPA/M-7) e CPA/M-12 discutiram o reforço do apoio da PM na fiscalização. Agora, espera-se que essa união de forças consiga efetivar medidas rígidas de fiscalização, sem vista grossa, muitas vezes observada durante esta pandemia.