Harmonia

A mente pode ser comparada a um metal, quando jovem, por ocasião de sua obtenção, como o metal, é líquida. À medida que se avança em anos e em experiência, vida adentro, a nossa personalidade muda como o metal, ao se moldar. Na medida em que esfria e endurece, o metal adquire a forma do recipiente em que é moldado, como nossa personalidade, reflexo do meio em que se foi criado.

Experiências marcantes quando uma pessoa é jovem afetarão a forma do metal, mais do que quando se é mais velho, mostrando que o metal também é vulnerável à conformação e ao processo de transformação que sofre. Qualquer experiência que aconteça uma vez com o metal que represente aumento em sua dureza provocará uma alteração em sua personalidade ou uma trinca se for submetido a esforços excessivos.

É por meio da experiência que temos quando se é jovem que nossa personalidade se forma.Além disso, vivemos sob várias circunstâncias, simultaneamente, sob os vários cenários impostos pelo cotidiano dos nossos tempos, o que tem implicado num número cada vez maior de decisões que se tem de tomar. Parece que viver passou a ser apenas tomar decisões.

Os tempos de planejamento, ajustes e até mesmo o laser parecem ter, como num passe de mágica, desaparecido. Sob esse quadro, nada favorável, o que seria então a filosofia: Uma batalha contra o enfeitiçameto da nossa inteligência, por meio da linguagem?

Com a devida licença de Bernard Shaw. A partir dela, o significado da vida seria justamente tentar, de todas as formas possíveis, por meio dela, dotar de significado a vida!A filosofia jamais foi um conjunto de conhecimentos prontos. Um sistema acabado, fechado em si mesmo. A filosofia é uma maneira de pensar. É também uma postura diante do mundo. Antes de mais nada, uma forma de observar a realidade ao procurar pensar os acontecimentos além de sua imediata aparência.

Ela pode se voltar para qualquer objeto: pode pensar sobre a ciência, seus valores e seus métodos. Pode pensar sobre a religião, a arte; o próprio homem, em seu cotidiano viver. A filosofia é, pois, um jogo irreverente que parte do que existe, critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre a porta das possibilidades, faz entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida.

Para os menos avisados: os que possuem filosofia, não sofrem de insanidade, rejubilam-se, a cada momento, em possuí-la! A despeito disso, a harmonia de impulsos, perfeitos ou imperfeitos, pode existir em qualquer escala.

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